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AI-First Founder WTx should an FDE do

Edson Rigonatti·2026·2 min de leitura

AI-First Founder: WTx should an FDE do?

A maioria das pessoas descreve um FDE como um engenheiro que fica alocado no cliente, configurando APIs, ajustando prompts e implantando agentes.

Na minha visão, isso é apenas 20% do trabalho.

O verdadeiro papel de um FDE é muito mais antigo.

Durante décadas, empresas como McKinsey, Bain, BCG, Booz, Integration e Falconi fizeram essencialmente a mesma coisa.

Elas observavam como o trabalho acontecia.

Mapeavam atividades, decisões, exceções, indicadores, documentos, comunicação e responsabilidades.

Depois transformavam tudo isso em metodologias, playbooks, processos e modelos de gestão.

Elas industrializaram conhecimento.

A diferença é que o artefato final era um PowerPoint.

Na era AI First, o artefato final passa a ser software.

O FDE não deveria ser visto como um implementador.

Ele é um engenheiro de industrialização do conhecimento.

Seu trabalho é observar como o trabalho realmente acontece, separar o que é específico do cliente daquilo que é recorrente, transformar padrões em templates e, finalmente, converter esses templates em agentes, workflows e AI Native Services.

Isso muda completamente a maneira de pensar Professional Services.

Durante muito tempo, founders enxergaram serviços como um mal necessário.

Algo que deveria desaparecer o mais rápido possível.

Talvez essa seja a pergunta errada.

A pergunta certa é:

o seu time de serviços está apenas entregando projetos ou está descobrindo o próximo produto?

Porque cada implantação deveria produzir novos templates.

Cada exceção deveria enriquecer o produto.

Cada novo cliente deveria tornar o sistema mais inteligente.

É exatamente assim que conhecimento tácito se transforma em software.

Talvez seja essa a principal diferença entre uma empresa de serviços tradicional e uma AI Native Services Company.

A primeira vende horas.

A segunda usa horas para construir ativos.

No longo prazo, o maior diferencial competitivo dessas empresas talvez não seja o modelo de linguagem que utilizam.

Nem o agente que construíram.

Será a capacidade de transformar continuamente trabalho humano em software.

E, nesse mundo, talvez o Forward Deployed Engineer seja muito menos um engenheiro.

E muito mais o arquiteto da próxima geração de produtos.

Publicado originalmente em Arquivo — em migração · 2026

Ver todos do capítulo → A Próxima Onda: IA e o Futuro

Janela de 3-5 anos para posicionar founders nativos.