Nos anos 90, software era vendido como uma obra pronta.
A empresa passava 2 anos desenvolvendo 1.000 linhas de código. Depois passava 1 ano tentando vender vendia uma licença, passava outro ano implementando e desaparecia.
O risco era quase todo do comprador.
A nuvem mudou isso.
As empresas passaram a desenvolver só as primeiras 300 linhas de código. Vendiam mais rápido. Vendiam assinatura. E passavam os próximos anos desenvolvendo as outras 700 linhas via roadmap, upsell e expansão de uso.
O risco passou a ser compartilhado:
– o cliente pagava aos poucos
– o fornecedor precisava provar valor continuamente
Agora a AI está mudando isso de novo.
As empresas desenvolvem as primeiras 30 linhas. Vendem em 3 semanas.
E passam os próximos anos expandindo agentes, workflows, automações inteligência até chegar nas mesmas “1.000 linhas”.
O produto inicial ficou radicalmente menor. O ciclo de venda ficou radicalmente mais curto. E o upsell virou o próprio modelo de negócio.
AI First não é só uma mudança tecnológica.
É uma mudança de unit economics.
A pergunta mais importante deixou de ser: “quanto custa desenvolver o software?”
E passou a ser:
– qual é o menor produto capaz de gerar o primeiro sucesso?
– quanto tempo leva para vender?
– quanto custa servir?
– e qual é a capacidade de expandir ticket ao longo do tempo?
No SaaS, vendíamos software.
Na AI, começamos vendendo resultado.
AI-Fist
/ AI-First / Por
Edson Rigonatti